23 de junho de 2006

Reorganizando a vida....


Bom dia!

A vida continua, não é mesmo?
Depois que as coisas começam esfriar paro para pensar e esquecer um pouco das dores físicas. Dói a alma. Naquele dia muitas mamães sairam da maternidade com um bebezinho no colo. Eu não. Choro um pouco mas nunca perguntando a Deus o por que. Aceito e acredito que foi para o bem de todos. Para nosso crescimento.

E a minha vida? Uma ligeira bagunça. Coisas para organizar na casa, dívidas à pagar, lavar a cabeça, muitos tênis para lavar...mas muita cautela, afinal estou de dieta. Devagar se vai ao longe. Já marquei cursos com as escolas. Loguinho retorno. Claro que vou aproveitar o resto da licença para por a cabeça no lugar.

O Carlos ainda está um pouco em choque com tudo. Qualquer cólica que ainda eu sinto ele já fica preocupadíssimo. Nada anormal, afinal meu útero foi mexido demais e também deve contrair para voltar ao lugar.

Ah, não posso esquecer de contar como falei para o Henri:

Quando cheguei do hospital ele viu o ultra-som e perguntou do bebê. Era minha vez. O Carlos e minha mãe engoliram seco afinal o Henri chorava quando ouvia histórias que eu poderia perder o bebê. Eu o chamei e comecei: "Filho: Ontem recebi uma visita lá no hospital...JESUS. Foi maravilhoso! Ele me disse que sabia que eu estava sofrendo muito com as dores e me fez uma proposta." Seus olhos brilhavam ao me ouvir. " Disse que no céu havia um lugar lindo, lindo com parque de diversões enormes, cheios de carrocel. E ofereceu: Quem você prefere que vá comigo brincar nesse lugar lindo e ser feliz para sempre assim aliviando suas dores: você - mamãe ou seu bebê da barriga? Eu pensei: Se eu for, quem vai cuidar do henri aqui??? O bebê??? Não, não. Eu preciso ficar....Então vou deixar meu bebê ir se divertir lá no céu do ladinho de Jesus! Então os vi subindo...O bebê muito, muito feliz e Jesus o carregando! Hoje ele brinca lá no céu com muitos anjos....." O Henri me pergunta: "Mamãe, então ele não vai nascer?" Eu disse: "Ele já nasceu!" E perguntei: " Você preferia que eu fosse ou o bebê??" O Henri pensativo: " O bebê." E loguinho foi brincar. Minha mãe, o Carlos e eu nos olhamos com cumplicidade.


Nesse momento percebemos quem são nossos reias amigos. Muitas pessoas nesse tempo de gravidez nem ao menos ligaram para mim. Pessoas que eu acreditava serem minhas amigas.Mas penso que não fizeram de propósio. Outras não tem coragem de conversar comigo...Mas gostaria que soubessem que não tenho o menor problema em conversar sobre o assunto.

Por enquanto é só. Com Deus em meu coração.

Um comentário:

Lidy disse...

Oi amiga.
Nem sei como começar, querida!!!!
Saiba que sinto muito, muito mesmo...
Mas Deus sabe de todas as coisas, por mais que seja doído, tudo é por Ele!
Querida amiga, mesmo estando distante, como fiquei de todos e de tudo, sempre senti nossa amizade em meu coração.
Conte comigo sempre para o que precisar.
Que Deus continue te dando essa fortaleza á vc.
Beijos no coração!!!